Como falar de livros que não lemos x Para ler como um escritor

 

PARA LER COMO ESCRITOR

COMO FALAR DE LIVROS QUE NÃO LEMOS

Eu vou ler o livro do Peter Bayard : Como falar dos livros que não lemos; mas sinto um evento de antecipação angustiante.

Estou lendo o guia da Francine Prose e , no final do livro, ela faz uma listagem de diversas bibliografias obrigatórias na estante de um bom LEITOR e de um bom ESCRITOR.

Então pergunto-me – uma vez que já estou lendo Francine e vou comprar Bayard- , como farei  jus aos ensinamenmais recente tos de Prose se  terei que passar pelas fases da Palava-Frase-Parágrafo- Narração-Personagem-Diálogo-DETALHES e Gesto e terei de aprofundar- me (Ler na íntegra) as obras citadas? Para ela seria o ideal.  Mas para Bayard,  que ainda não li,  seria um despautério.

E se eu fosse um escritor – mas isso também ocorrerá como leitor- , como poderia aprender sobre as tais premissas acima, sem conhecer as particularidades de uma personagem por exemplo; ou de uma exemplar narração, constituição de uma ótima personagem?

São questões quase existencialistas que me induzem a não seguir a lista da Prose e contentar-me com as impressões alheias sobre algo que devo construir com minhas próprias idiossincrasias. Mas ainda me falta a leitura de Bayard. E justamente por essa razão subjaz uma dúvida terrível:

-Devo comprar e ler livro de Bayard?

Ou posso deixar passar despercebido e contenar-me com qualquer resumo ou catálogo que venha falar de: Como falar de livros que não lemos ?

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Sobre Roberto Muniz Dias

Roberto Muniz Dias é piauiense radicado em Brasília há 10 anos, é romancista, contista, poeta, artista plástico e mestre em Literatura pela UNB (Universidade de Brasília). Também formado em Direito, integra a Comissão de Tolerância e Diversidade Sexual da 93a Subseção de Pinheiros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo. Foi premiado pela Fundação Monsenhor Chaves com menção honrosa pela obra “Adeus Aleto”. Publicou ainda “Um Buquê Improvisado”, “O Príncipe - O Mocinho ou o Herói podem ser Gays”; Errorragia: contos, crônicas e inseguranças; Urânios; A teia de Germano; Uma cama quebrada (peça de teatro); Trilogia do desejo (coletânea de romances) e recentemente foi premiado pela FCP (Fundação cultural do Pará com o texto teatral AS DIVINAS MÃOS DE ADAM) como melhor texto teatral. Lançou recentemente o livro EXPERIENTIA, coletânea de suas primeiras peças de teatro. www.robertomunizdias.com
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