Os Beats

Seguindo a onda dos graphic novels, os BEATS é uma biografia em quadrinhos narrando os fatos mais importantes das vidas de seus idealizadores-mentores. William S. Borroughs, Allan Ginsberg e Jack Keuroc são as personagens mais ilustres dessa história que invade as nuances mais insólitas e inusitadas das vidas desses precursores da geração beatnik.

A história se desenrola pelas mãos do roteiristas Harvey Pekar (autor da série “American Splendour”) que encabeça a lista de escritores. Além dele, Nancy J. Peters, Penélope Rosemont, Trina Robbins, Joyce Brabner e Tuli Kupferberg assinam o projeto. Quanto aos gráficos, outro time de desenhistas como Ed Piskor, Jay Kinney, Nick Thorkelson, Summer McClinton e Jefrrey Lewis, principais desenhistas do momento.

O livro torna pitoresco e memorável o estilo de vida desregrada de seus beatniks mais importantes; uma geração que influenciou o mundo punk e proporcionou a existência de uma literatura irreverente e de vanguarda. Sexo, drogas e ativismo político foram as molas mestras que entremeavam a vida desses ícones mais importantes da geração.

A própria história de excessos- o contato com Timothy Leary e o LSD são mostrados de forma engraçada- e ativismo político é fulcro para a constituição das biografias desses escritores irreverentes. As experiências hedonistas e a incursão pelo mundo das drogas resultaram em suas experiências literárias. On the Road, de Jack Keuroc, ilustra essas aventuras , as mudanças constantes de ideais e de empregos, desnecessário comentar o sexo livre, a homossexualidade como válvula como modelo de ruptura das regras sociais e consumo liberado de drogas.

O Livro se divide em quatro capítulos. Inicia-se pela narrativa da biografia de Jack Kourac, a construção da obra que marcou a geração, On the Road. Em seguida, aborda a vida do beatnik que ficou mais conhecido pela composição do poema “uivo”, poesia mais célebre do guru- o  mais intelectualizado do triângulo, Allan Ginsberg. Na ponta desse mesmo triangulo, fica William Boroughs, talvez o mais “estragado” dos três, pontuando sua participação com uma vida bastante atípica. Compunha o que Hemingway dizia de vida de pobre, mas feliz; a instabilidade financeira o conduziu a vida miserável que incluiu a execução de pequenos assaltos para sua própria sobrevivência; drogas diversas e até a insanidade.

O livro é deliciosamente interessante ao narrar fatos desconhecidos, pitorescos e até mesmo bizarros dessa geração que foi cultuada nos anos 50. As influências foram sentidas na literatura e especialmente na música. Bob Dylan foi um dos mais ilustres seguidores dessa visão hedonista e libertária da geração beatntransgressão dos moldes do conservadorismo da sociedade americana da época, atingindo o subseqüente movimento hippie. Leitura aprazível e necessária.ik; Patty Smith também se deixou influenciar pela movimento.

O livro é deliciosamente interessante ao narrar fatos desconhecidos, pitorescos e até mesmo bizarros dessa geração que foi cultuada nos anos 50. As influências foram sentidas na literatura e especialmente na música. Bob Dylan foi um dos mais ilustres seguidores dessa visão hedonista e libertária da geração beatnik; Patti Smith também se deixou influenciar pela movimento. O livro serve para pincelar e dar um contorno à geração que influenciou a contracultura e afirmou a transgressão dos moldes do conservadorismo da sociedade americana da época, atingindo o subseqüente movimento hippie. Leitura aprazível e necessária.

Anúncios

Sobre Roberto Muniz Dias

Roberto Muniz Dias é piauiense radicado em Brasília há 10 anos, é romancista, contista, poeta, artista plástico e mestre em Literatura pela UNB (Universidade de Brasília). Também formado em Direito, integra a Comissão de Tolerância e Diversidade Sexual da 93a Subseção de Pinheiros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo. Foi premiado pela Fundação Monsenhor Chaves com menção honrosa pela obra “Adeus Aleto”. Publicou ainda “Um Buquê Improvisado”, “O Príncipe - O Mocinho ou o Herói podem ser Gays”; Errorragia: contos, crônicas e inseguranças; Urânios; A teia de Germano; Uma cama quebrada (peça de teatro); Trilogia do desejo (coletânea de romances) e recentemente foi premiado pela FCP (Fundação cultural do Pará com o texto teatral AS DIVINAS MÃOS DE ADAM) como melhor texto teatral. Lançou recentemente o livro EXPERIENTIA, coletânea de suas primeiras peças de teatro. www.robertomunizdias.com
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s