Baiano de Todos os Santos

Livro lido e prefácio feito para o jovem, cosmopolita, belo e talentoso escritor Paulo Renan Daltro Barreto.

Divulgo aqui, ainda que o livro esteja no prelo, partes do prefácio, divulgado na página do facebook do autor:

Baiano de Todos os Santos

Confira em primeira mão o release do MEU LIVRO; um TRECHO extraído do PREFÁCIO, feito por Roberto MW D, mestre em Literatura. 

O primeiro livro de contos do baiano Paulo Daltro não poderia ser diferente; Baianos de todos os Santos é uma exortação ao povo baiano, uma homenagem, uma oferenda feita a Iemanjá. Mas não só a ela. O panteão de deuses também são vividamente caracterizado nos desígnios das almas e dos corpos deste povo cheio de ginga e criatividade especiais. O livro é um passeio pelas ladeiras, pelas ruas e casas históricas de uma Salvador que convive com o novo e a memória de seu passado histórico. Somos conduzidos com cuidado pelas mãos – ou seria pelas memórias afetivas e vividas do autor – que nos revelam a candura e a fortaleza deste povo. Daltro nos prepara em cada conto, como se fosse tecendo os fios de uma rede, por meio de sua memória e registro dos lugares – como se revivesse a sua infância – na qual somos ora pescados como tesouros do mar, ora somos convidados a balançar nessa rede para apreciar com vagar as belezas dessa terra. Às vezes é inarredável, se não concomitante, ser agraciados com essas duas possibilidades.

A lascívia, a ingenuidade, a descoberta do sexo e o gingado do povo baiano também são temas exaltados em sua prosa, como se Daltro retirasse um fino e translúcido véu de nossos olhos para enxergar uma outra realidade.

Por esta razão que o livro de Daltro vai descortinando, ao mesmo tempo, o passado e o presente; o trágico e o lírico; o lascivo e o mítico dentro de uma prosa linear, fluida, sem rompantes, mas repletos de peripécias como quem joga capoeira. Baianos de todos os Santos é um mergulho de mãos dadas com Iemanjá neste grande mar que é a Bahia – nossa grande mãe. 

Roberto Muiniz Diaz é autor do livro “Adeus a Aleto”, premiado no Concurso Novos Autores 2009 pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves. Ah, o escritor, também, faz parte do time de blogueros do Mix Brasil!

O que era meu, breve será também do mundo.#BaianosDeTodosSantos #EmBreve #MeuLivro#DuabainoMetido

A imagem é um piloto da CAPA – ainda em processo criativo.

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Sobre Roberto Muniz Dias

Roberto Muniz Dias é piauiense radicado em Brasília há 10 anos, é romancista, contista, poeta, artista plástico e mestre em Literatura pela UNB (Universidade de Brasília). Também formado em Direito, integra a Comissão de Tolerância e Diversidade Sexual da 93a Subseção de Pinheiros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo. Foi premiado pela Fundação Monsenhor Chaves com menção honrosa pela obra “Adeus Aleto”. Publicou ainda “Um Buquê Improvisado”, “O Príncipe - O Mocinho ou o Herói podem ser Gays”; Errorragia: contos, crônicas e inseguranças; Urânios; A teia de Germano; Uma cama quebrada (peça de teatro); Trilogia do desejo (coletânea de romances) e recentemente foi premiado pela FCP (Fundação cultural do Pará com o texto teatral AS DIVINAS MÃOS DE ADAM) como melhor texto teatral. Lançou recentemente o livro EXPERIENTIA, coletânea de suas primeiras peças de teatro. www.robertomunizdias.com
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